De fato, não é. Sou estranha, transtornada, confusa
Diferente... isso eu
sou, mas nem sempre gosto de ser. Mas ser a gente não muda, não é? Eu já quis
ser diferente, acontece que sou eu e se fosse diferente, seria outra pessoa,
com certeza, não me reconheceria mais.
Tenho várias
personalidades, não como nos filmes, uma separadinha da outra. São todas
juntas, algumas vezes nem todas, uma ou duas que se unem e fazem quem eu sou
naquele dia, ou melhor, naquele momento.
Sou criança,
completamente boba e abestalhada. Do tipo que passa horas trocando a roupinha do
Caiow (
) e conversando horas com ele, ou com qualquer coisa que eu ache bonitinho.
Bom, se você está lendo isso, a essa altura já sabe, que o Caiow
é o meu sapo
de pelúcia... aliás, um dos poucos que ainda tem nome. Na verdade todos tem,
mas eu esqueci o nome deles lá na minha infância e sempre que acordo criança,
tenho que inventar um novo nome. Um novo nome pra tudo, pra todas as coisas.
Neologismos... adoro neologismos! 
Sou gay.
Completamente viado as vezes. Sou sim... e não por opção sexual, mas por jeito.
Tem dias que sou um travesti operado, de tão gay que fico.
São gestos
extravagantes e muita putaria sem sentido que sai da minha boca. Sem contar as
clássicas expressões e gritinhos desconexos que me entregam totalmente. Aloka
total!!
Sou palhaça,
que faz
de tudo pra arrancar um sorriso se quer de alguém. E se consigo? Aí sim que não
paro de jeito nenhum, passo dos limites e choro de tanto rir, ou não, o que
fizer outra pessoa rir é o que realmente me interessa. Provoco, brinco, sorrio
e falo muita, muita besteira.
Sou uma filhotinha de
orc.
Aprendendo devagar a arte da trollagem e te sacaneando na primeira deixa.
Ou não deixa. Qualquer besteira, qualquer mínimo motivo e você toma um corte.
OWNED. Escapa, sem intenção... ou com intenção, depende.
Depressiva.
Sim,
muito. Com muita frequência também. Há os dias em que mal saio da cama. Não
tenho vontade de comer, viver, rir, chorar, falar, desenhar, cantar. Nem música
me agrada. Só quero ficar quietinha e sozinha que é pra não ter que chorar... e
choro.
Mulher. Que sente
desejos, que faz planos pro futuro, que sofre com a perda de um filho, que
precisa arrumar um emprego, que não aguenta mais depender da mãe, que vive em
busca de um amor. Sistemática, séria, responsável. Cheia de ideais e
planejamentos que deixariam qualquer adolescente de 40 e poucos anos de boca
aberta.